Renascimento ou respiração circular

“Renascimento ou respiração circular, não é ensinar alguém a respirar, e sim o ato terno e intuitivo de aprender a respirar através da própria respiração. É unir a inspiração e a expiração num ritmo intuitivo, descontraído, até chegar à expiração interior, que é a origem e o espírito da respiração propriamente dita, é misturar-se com o ar, que é a respiração exterior”. 

Leonardo Orr

A respiração é o caminho mais simples para chegarmos dentro de nós mesmos. Seja com o mecanismo suave da meditação, seja com o caminho intenso da respiração circular. Respirar é o elo de ligação entre o humano e o transcendente dentro de nós.

A experiência do renascimento se encaixa como uma ferramenta libertadora e engrandecedora. É ir além de todos os limites humanos, sejam eles físicos, psíquicos e emocionais. Vivenciar o processo de renascer é desmistificar em nós mesmos uma coleção de amarras e preconceitos que nos limitam e nos levam a tomar atitudes e ter percepções que vão de encontro com a nossa essência e nosso EU mais profundo. Todas as sensações e limitações são colocadas à prova para que vivamos as dores, alegrias e revelações que nosso inconsciente/subconsciente guarda a sete chaves.

A atitude de renascer parte da escolha por nós mesmos. Parte também do objetivo de libertar em nós o que temos como potencial interior e que foi escondido a partir das experiências com nossa raiz familiar. O nascer de novo abre em nós a possibilidade de curtir o nosso EU e a criança que há em cada um de nós. Vivenciar o processo de renascimento é levar o barco para ultrapassar as ondas maiores perto da praia e chegar à calmaria das marolas em alto mar.

O renascimento é a porta que se abre para dentro. Caminhar nesse rumo é um caminho sem volta. É como ultrapassar um portal que nos define como antes e depois dele. Quanto mais caminhamos, mais ainda temos que caminhar. Como disse Eduardo Galeano: “A utopia está no horizonte. Me aproximo dois passos e ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para quê serve a utopia? Serve para isso: para caminhar”. A experiência do renascimento é nossa utopia, é essa corrida que damos para o horizonte de nós mesmos e nos faz caminhar sempre mais. Quanto mais longe a busca, mais transformador é o resultado, e mais maravilhados ficamos com os novos horizontes que se abrem dentro de nós.

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